32ª Dinâmica Acadêmica AVALB — Maria Adelaide Amaral
• Tema: "Me Apaixono Pelo que Faço"
A grande autora luso-brasileira adora pesquisa histórica e literária, e quando começa, se apaixona pelo que realiza.
Elabore sua obra poética em até 16 versos, tendo em mente a ideia apresentada no tema.
• Dia 01/07/2026 de 00:05' até as 21h (horário de Brasília) • Leia as regras e itens
• Utilize o cabeçalho
• Regras:
– Poste na data até o horário limite.
– Siga o tema para alcançar a finalidade. Leia os itens informativos e a citação para desenvolver sua obra poética em até 16 versos ou quatro quadras.
– Utilize o cabeçalho completo.
1. Informes:
1.1. Introdução:
Maria Adelaide Amaral (Maria Adelaide Almeida Santos do Amaral), de status luso-brasileira, nasceu na cidade portuguesa de Alfena, localizada no município de Valongo, na sub-região da Área Metropolitana do Porto no ano de 1942.
Emigrou para o Brasil em 1954, com a família, instalando-se na cidade de São Paulo quando contava 12 anos. Iniciou o curso de Ciências Sociais da USP em 1968, sem concluí-lo. Em 1978, formou-se em Jornalismo pela Escola de Comunicações da Fundação Cásper Líbero e, entre 1970 e 1986, trabalhou na Editora Abril Cultural.
Sua carreira de dramaturga começou em 1978, com a peça "Bodas de papel", premiada com o Molière. Já consagrada como autora teatral, lançou seu primeiro romance, "Luisa (quase uma história de amor)", em 1986, pela Nova Fronteira e reeditado em 2003 pela Editora Globo. Até hoje, entre seus trabalhos, há diversas obras importantes para o teatro e para a televisão.
1.2. De jornalista à escritora e Supervisora
Em 1979 Maria Adelaide passou a trabalhar na TV, após convite para atuar como colaboradora na novela "Os Gigantes", de Lauro César Muniz.
Em 1990 iniciou sua carreira como novelista, coescrevendo a novela "Meu Bem, Meu Mal" em parceria com Cassiano Gabus Mendes.
Sua primeira telenovela como autora titular foi o "remake" de "Anjo Mau", em 1997 com a direção de Denise Saraceni.
Em seguida escreveu diversas minisséries históricas de sucesso para Rede Globo, dentre elas:
• "A Muralha" (2000),
• "Os Maias" (2001),
• "A Casa das Sete Mulheres" (2003),
• "JK" (2006), e
• "Dercy de Verdade" (2012).
Em 2007, a pedido da TV Globo, Maria Adelaide desenvolveu a sinopse da minissérie "Queridos Amigos", com a qual adaptou seu próprio livro ("Aos Meus Amigos"), em homenagem a Décio Bar.
Em 2010 foi ao ar a microssérie "Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor", sobre a vida da cantora Dalva de Oliveira e do cantor e compositor Herivelto Martins. O enorme sucesso lhe garantiu duas indicações ao Emmy Internacional 2010.
Em julho de 2010 foi a vez do "remake" das telenovelas de Cassiano Gabus Mendes, "Ti Ti Ti" e "Plumas e Paetês", foram fundidas: focada em "Plumas e Paetês" abordou o mundo da moda e a trama romântica, enquanto de "Ti Ti Ti", aprofundou a a tensão no universo fashion. Sucesso de crítica e audiência, recebeu o Troféu Imprensa de melhor novela.
Em 2013 escreveu a novela "Sangue Bom", em parceria com Vincent Villari.
Como Supervisora de Textos
Em 2009, supervisionou a série "Tudo Novo de Novo" ao lado de Lícia Manzo e Denise Saraceni. No ano de 2014, supervisionou os textos da minissérie "Amores Roubados", de autoria de George Moura. Neste ano, foi integrada ao grupo de autores do horário nobre da Rede Globo de Televisão.
1.3. Peças de Teatro e Traduções
É de sua autoria as peças:
• "A Resistência" (1975),
• "Bodas de Papel" (1978),
• Ossos d'Ofício (1980),
• "Chiquinha Gonzaga, Ó Abre-alas" (1982),
• "De Braços Abertos" (1984),
• "Seja o que Deus Quiser" (1987),
• "Electra" (1987),
• "A Última Gravação de Krapp" (1988),
• "Uma Relação tão Delicada" (1989),
• "Para tão Longo Amor" (1993),
• "Viúva" (1993),
• "Seis Graus de Separação" (1993),
• "Querida Mamãe" (1994),
• "Kean" (1994),
• "Três Mulheres Altas" (1994),
• "Intensa Magia" (1995),
• "Cenas de um Casamento" (1996)
• "Para Sempre" (1997),
• "Decadência" (1997),
• "Mademoiselle Chanel" (2004),
• "Joana d'Arc" (2000),
• "Letti e Lotte" (2000),
• "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" (2001),
• "Tarsila" (2003),
• "Mademoiselle Chanel" (2004), e
• "Frida y Diego" (2014).
A escritora também é tradutora de peças de dramaturgos estrangeiros de relevo, como, Samuel Beckett, Ingmar Bergman e José Saramago.
1.4. Livros
As obras de Maria Adelaide encontram-se em todos os meios, incluindo a literatura, com as obras: "Luísa (Quase uma História de Amor)" de 1996, "Aos Meus Amigos" (1982), "Dercy de Cabo a Rabo" (1994), "Querida Mamãe" (1995), "Intensa Magia" (1996), "Coração Solitário" (1997), "O Bruxo" (2000), "Ó Abre Alas" (2000), "Estrela Nua" (2003), "Madeimoselle Chanel" (2004), e "Tarsila" (2004).
1.5. Entraves em três obras
• Obra proibida:
Em 2002, Maria Adelaide chegou a escrever a novela "A Dança da Vida". No entanto, a telenovela foi proibida pela Justiça de ir ao ar, às vésperas do início das gravações, devido aos temas políticos. A emissora resolveu cancelá-la (já que fora ano eleitoral) e pediu a Emanuel Jacobina (ex-autor de "Malhação"), para escrever uma história substituta, que seria a novela "Coração de Estudante".
• Obra cancelada:
Em 2007, Maria Adelaide apresentou a sinopse de uma minissérie sobre Maurício de Nassau. Devido aos altos custos da produção, ela foi cancelada pela Direção da TV Globo.
• Obra adiada:
Em sua segunda parceria com Vincent, com o título "A Lei do Amor", que entraria no ar em março de 2016, também foi adiada por motivos políticos.
1.6. Prêmios
Dentre vários, os mais representativos, são:
• Trofeu Moliére de Melhor Autor Nacional 1978 (Peça "Bodas de Papel");
• Prêmio de Melhor Autor da Associação de Críticos de Arte em 1978;
• Prêmio Ziembinsky de Melhor Autor em 1978;
• Trofeu Moliére de Melhor Autor Nacional 1983;
• Prêmio Mambembe de Melhor Autor em 1984;
• Prêmio de Melhor Autor da APETESP em 1984;
• Trofeu Moliére de Melhor Autor Nacional 1984;
• Prêmio Jabuti de Melhor Romance Nacional 1986 ("Luisa");
• Trofeu Moliére de Melhor Autor Nacional 1994;
• Prêmio Mambembe de Melhor Autor 1994;
• Prêmio Shell em 1994 e 1995;
• Prêmio de Melhor Autor da Associação de Críticos de Arte 1996;
• Prêmio Sharp em 1998;
• Prêmio APCA de 2001, 2003.
Troféu Imprensa 2010 – melhor novela.
1.7. Honrarias
Desde 18 de agosto de 1997, é agraciada com o grau de Comendador da Ordem do Mérito.
Em 2013, Maria Adelaide foi condecorada com medalha da Ordem do Mérito Cultural (OMC) pela sua contribuição com a cultura brasileira.
Eleita em 2019 para a Academia Paulista de Letras e empossada em 2020 na cadeira nº 35 que tem por patrono Antonio de Godoi Moreira da Costa.
1.8. Legado até o momento:
Com dezenas de prêmios e uma extensa bagagem de romances, novelas, seriados, minisséries, espetáculos teatrais, adaptações para teatro, traduções, livros e biografias, Maria Adelaide Amaral foi também, o tema da biografia "A emoção libertária", de Tuna Dwek, publicada pela Imprensa Oficial.
2. Para inspirar
Os gostos ao escrever, por Maria Adelaide Amaral em entrevista para "O Globo", na data de 23/11/2014:
O Globo – Você gostava mais de minisséries do que de novelas?
Maria Adelaide – "Sem dúvida. A grande diferença é o tempo que você tem para pesquisar — e eu adoro pesquisa histórica e literária principalmente — e depois sentar para escrever. Na novela é tudo para ontem. Você não tem condições de dar um tratamento tão apurado não só em relação ao texto, mas a tudo. Você escreve uns 50 capítulos que são impecáveis. Os outros serão ou não. Você escreverá cenas fantásticas e outras talvez constrangedoras. Por causa do pouco tempo. Mas quando eu começo, me apaixono muito pelo que faço, seja o que for. Me divirto muito escrevendo novelas também".
3. Fontes:
• https://www.agenciariff.com.br/autores/maria-adelaide-amaral/
• https://www.abramus.org.br/autores/maria-adelaide-amaral/
• https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Adelaide_Amaral
• https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/maria-adelaide-amaral-fala-de-trama-que-escrevera-para-horario-das-21h-uma-novela-adulta-14625435
4. Cabeçalho obrigatório
32ª Dinâmica Acadêmica AVALB — Maria Adelaide Amaral
• Tema: "Me Apaixono Pelo que Faço"
Acadêmico (a) Imortal:
PAT.:
Cad.:
Título da poesia:
País:
Data da participação: 01/07/2026
Sejam bem vindos, acadêmicos imortais!
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32ª Dinâmica Acadêmica AVALB — Maria Adelaide Amaral
• Tema: "Me Apaixono Pelo que Faço"
• Acadêmico Imortal: Vainer Oliveira
• PAT.: Cora Coralina
• Cad.: 7
• Título da poesia: Paixão Pulsante
• País: Brasil
• Data da participação: 01/07/2026
• Data da publicação: 04/07/2026
PAIXÃO PULSANTE
Eu só faço o que tenho paixão,
Onde o amor é obrigação de fazer,
Quase uma história de amor - perfeição,
Longe de qualquer ti ti ti ou sofrer.
Maria Adelaide é pomba da paz,
Símbolo de destaque na carreira.
Dramaturga iniciante em "Bodas de Papel,
Destaque como autora teatral sementeira,
Uma história biográfica que me apraz,
Um canto lírico que chegou ao céu.
Na escrita busco ser como os gigantes,
Ao pintar versos salpicados de carinho.
Nessa minha lida nunca estou sozinho,
Tenho confreiras e confrades virtuais distantes,
Em espaços físicos, espalhados pelo mundo,
Amizades raras, diletas, dotadas de amor profundo.
©; Vainer Oliveira; "Paixão Pulsante"; DF-BR-01de julho de 2026.
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