11 dezembro 2024

13ª DINÂMICA ACADÊMICA AVALB — Aníbal Machado Tema: "A beleza da lua" (baseado na obra "POEMA").


"Ninguém pode abrir sozinho o seu túnel pessoal para a claridade do dia, sem o risco de morrer sob os entulhos", 

Aníbal Machado.



1. Aníbal Machado — Introdução


Aníbal Monteiro Machado nasceu em Sabará, em Minas Gerais, no dia 9 de dezembro de 1894. Seus primeiros estudos foram feitos em casa e aos 12 anos foi para Belo Horizonte iniciar o curso ginasial no Colégio D. Viçoso e depois no Externato do Ginásio Mineiro  (hoje Colégio Estadual). Seguiu depois para o Rio de Janeiro onde cursou o secundário no colégio Abílio. Iniciou o curso superior na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, transferindo-se depois para a de Belo Horizonte em 1913, onde se formou em dezembro de 1917.

       Tornou-se professor de História Universal num colégio estadual de Minas Gerais e crítico de artes plásticas no Diário de Minas, onde trabalhou com os poetas 

Carlos Drummond de Andrade e João Alphonsus de Guimaraens. Foi promotor público, primeiro em Minas Gerais e em seguida no Rio de Janeiro, na época capital do país (1924). 

        Por não sentir vocação para a carreira jurídica, deixou a promotoria para ser professor de literatura do Colégio Pedro II,  exercendo o magistério paralelamente a um cargo burocrático no Ministério da Justiça, do qual se demitiu durante os movimentos que precederam a Revolução de 1930, ingressando definitivamente nas artes.



2. Aníbal Machado — Ideias e criações de um intelectual


No início dos anos 1920, participou da novela coletiva "O capote do guarda", publicado no antigo jornal Estado de Minas, dirigido por Mário Brant.

       Ligou-se aos modernistas, com assídua colaboração nos periódicos: 

"Revista de Antropofagia", "Estética", 

"Revista Acadêmica" e "Boletim de Ariel".

Foi presidente da Associação Brasileira de Escritores. Organizou, com Sérgio Milliet, o 1º Congresso Brasileiro de Escritores (1945) com a finalidade de defender a liberdade democrática, precipitando o fim da ditadura de Getúlio Vargas.

       Embora ativo no meio literário, seu primeiro livro (um ensaio sobre cinema) 

só foi publicado em 1941. Na ficção, estreou com "Vida Feliz" (1944), na poesia com "Poemas em prosa" (1950), depois "Histórias reunidas" (1955), "Cadernos de João" (1957) e, postumamente, "João Ternura" (1965). 

       Destacou-se no panorama literário com contos antológicos, e na década de 1960, os contos "A morte da porta estandarte", "Tati, a garota", "O iniciado 

do vento" ("O Menino e o Vento", 1967) e "Viagem aos seios de Duília" ganharam versões para o cinema, com colaboração

 do próprio Aníbal nos roteiros. 

       Ligado aos palcos, ajudou a fundar vários grupos teatrais, tais como: Os Comediantes, o Teatro Experimental do Negro, o Tablado e o Teatro Popular Brasileiro. Traduziu peças de Anton Checov e Franz Kafka. Escreveu a peça "O Piano" (adaptada da novela homônima) que recebeu o Prêmio Cláudio de Sousa da Academia Brasileira de Letras e recebeu condecoração pela Legião de Honra.

       Aníbal faleceu em 20 de janeiro de 1964 na cidade do Rio de Janeiro, deixando seis filhas; entre elas, a escritora e teatróloga Maria Clara Machado, cultuadora e guardiã de sua obra. 

       Em 1991 o autor Manoel Carlos 

adaptou vários contos de sua obra na telenovela "Felicidade" (Rede Globo, 1991). 


3. A poesia de Aníbal Machado:


POEMA


Tua voz ainda está descendo por estes rios.

Em todas as árvores

Só se conta a tua história

As sombras imitam forma de teu vulto

Os reflexos do sol te repetem.


Há tanta coisa em ti

Nas coisas que olhaste

Que se te quer encontrar

Encosto o ouvido ao seio da noite


Mergulho nas águas.

Rolo-me na terra

E te sinto folhagem

Te respiro no vento.


Tudo o que em tua pele tocou

Colo de colina

Chuva que te molhou

Relva em que dormiste

Pedras estrelas lagoas

Tudo com teu olhar me olha agora


Teu rosto enche a paisagem circular

E voltado para cima

Beija no espaço

A rosa dos dias


Depois que anoitece

Lá fora a montanha

Ainda é teu corpo branco

Que se despe.


• Aníbal Machado, In "ANTOLOGIA DOS POETAS BRASILEIROS BISSEXTOS CONTEMPORÂNEOS". Organização: MANUEL BANDEIRA; Rio de Janeiro, RJ: Livraria Editora Zélio Valverde, 1946. 



4. Cabeçalho obrigatório


13ª DINÂMICA ACADÊMICA AVALB — 
Aníbal Machado
Tema: "A beleza da lua" (baseado na obra "POEMA").
Acadêmico (a): 
PAT.: 
Cadeira: 
Título: 
Data:  /12/2024 



I - Obras Acadêmicas apresentadas. 

As poesias publicadas nos dias da dinâmica foram postadas na página da AVALB no Facebook na semana seguinte, seguem abaixo descritas.


       13ª DINÂMICA ACADÊMICA AVALB
Rol das obras


1ª participação:
• Acad.: Poesia Maria
• PAT.: Cecília Meireles • Cad.: 1
• Título: Lua Cheia
• Data da participação:  08/12/2024.
• Data da publicação: 10/12, terça-feira.


Lua Cheia - Poesia Maria


Fundo aveludado, divinal
entre nuvens entreabrindo
como estréia celestial
um círculo vai surgindo...

A lua cheia é quase teatral
cercada por sua corte estelar
majestosa dama imperial
hipnotiza a visão, faz sonhar...

Musa de versos e canções,
ela brinca de esconde-esconde
entre sombras, mas não responde;
apenas incita, insensatos corações!...

Fonte idílica no firmamento
dama de prata, deslizante realeza
sobre o mar é perfeita beleza
exibindo seu total encantamento!




2ª participação:

• Acad.: Vainer Cosme Augusto de Oliveira
• PAT.: Cora Coralina • Cad.: 7
• Título: Poetizar
• Data da participação:  08/12/2024.
• Data da publicação: 11/12, quarta-feira


POETIZAR - Vainer Oliveira


No colo da lua prateada,
Venho em versos amorosos,
Retratar e revelar uma história encantada,
De sentimentos e desejos fervorosos.

Eu, você e a lua dos namorados
Vivemos diariamente uma relação indissoluta.
Só você é Magnânima e a
Absoluta,
Ao se abrir em sorrisos escancarados.

No colo da lua o amor é conquista,
O soltar de novo o desejo que arde.
Poetizar no colo da lua se tem a vista,
De um pôr-do-sol de fim de tarde,
Em que a beleza da lua é uma verdade,
Tão crua, quanto uma pedra de ametista.

Direitos Autorais Reservados Ao Autor Vainer Oliveira RT-138.541.954.





3ª participação:

• Acad.: Tania Miranda
• PAT.: Lygia Fagundes Teles • Cad.: 17
• Título: A beleza da Lua
• Data da participação:  08/12/2024.
• Data da publicação: 12/12, quinta-feira


A BELEZA DA LUA - Tania Miranda


Que mistérios esconde teu sorriso
Que segredos não queres repartir?
Olha o horizonte, o Sol está por vir
Escondes de minh'alma o que preciso...

Tudo encantas com teu jeito brejeiro
Sombras dão um ar tão belo ao mundo
Tudo vejo e me perco por um segundo
Pois me vem a mente meu amor primeiro

Tu és bela, como outra não há igual
Não sei o que sinto por ti, afinal
Mas de corpo e alma sou apenas tua

A noite não tem neste mundo rival
A beleza que emanas não tem igual
Me encanta tua beleza, querida Lua...





4ª participação:

• Acad.: Nazareth Ferrari
• PAT.: Mário de Andrade • Cad.: 15
• Título: Eu e Lua
• Data da participação:  08/12/2024.
• Data da publicação: 13/12, sexta-feira


EU E  LUA


Olho a lua perdida na imensidão
Iluminando timidamente as ruas
Com seu sublime e glorioso clarão
Ouvindo os segredos das alma nuas.

Com tua luz sublime e prateada
Convidando o poema a viajar
Sonhar com sua doce amada
Se amando sobre a luz do luar.

Fico a admira incansavelmente
Tão perdida na imensidão
Falo com ela e desabafo sempre
Conto-lhe também de minha solidão.

E passamos a noite a conversar
Sobre as tristezas e agruras desta vida
Ela parece querer me abraçar
E curas todas as minhas feridas.

         Nazareth Ferrari





5ª participação:

• Acad.: Danielli Okamura Rodrigues
• PAT.: Paulo Leminski • Cad.: 11
• Título: Minha lua
• Data da participação:  08/12/2024.
• Data da publicação: 14/11, sábado


Minha lua - Danielli Okamura Rodrigues


A lua da minh' alma clama e acalma
Reluz ternura de paz detrás da aurora
Nobre paixão tormenta e conduz agora
Ama e queima como o fogo em chama.

O luar reluzente corta, ofusca e derrama
Despede da angústia e do ódio outrora
Hipnotiza a fúria e peleja beijo de melhora
A dor jaz em saudade de repente transforma.

Desejo impetuoso e fugaz da noite exala
Ó lua branca imaculada, trépida e inefável
Bênção da mãe natureza chega e estala.

Doce loucura reluz do amor inacessível
Apalpa e aconchega para contemplá-la
Espelho refletido incerto e inalcançável.





6ª participação:

• Acad.: Edu Viola
• PAT.: Arnaldo Jabor • Cad.: 2
• Título: Lua
• Data da participação:  08/12/2024.
• Data da publicação: 15/12, Domingo


Lua


Lua que me fascina
E me faz sonhar
Que do céu tudo ilumina
Me dando vontade de cantar!

Que mostra a minha menina
Chegando para me encontrar
Naquela rua, na esquina
Parabéns a lua espiar!

Lua com céu estrelado na mata
É uma coisa que mexe meu coração
Dando vontade de fazer serenata
Cantando e tocando violão!


Edu Viola





7ª participação:

13ª DINÂMICA ACADÊMICA AVALB —
Aníbal Machado. Tema: "A beleza da lua" (baseado na obra "POEMA").
• Acad.: BigaM
• PAT.: Noémia de Sousa • Cad.: 6
• Título: O encanto da lua
• Data da participação:  09/12/2024.
• Data da publicação: 16/11, segunda-feira.


"O encanto da lua"


A milhares de quilómetros, vejo teu brilhar
Uma beleza que as escuras acendem
Desejos loucos a minha mente projeta

A milhares de quilómetros, vejo teu solar
Que nas noturnas brilhantes me faz andar
Me aventuro, nas frias da tua clareza sorrir
Cantar perdidamente em sua magia.

Tua  beleza noturna, cativou os olhares
Razão está, que em tua clareza alegra-nos
E aos ritmos das fogueiras dançamos
Quão bela está noturna brilhante lua
Nas imaginárias verdades sonhamos,
E felizes neste noturno sol permanecemos.


BigaM, 08/12/24           




II- Certificados. 

Por ordem de cadeira:










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