"Ninguém pode abrir sozinho o seu túnel pessoal para a claridade do dia, sem o risco de morrer sob os entulhos",
Aníbal Machado.
1. Aníbal Machado — Introdução
Aníbal Monteiro Machado nasceu em Sabará, em Minas Gerais, no dia 9 de dezembro de 1894. Seus primeiros estudos foram feitos em casa e aos 12 anos foi para Belo Horizonte iniciar o curso ginasial no Colégio D. Viçoso e depois no Externato do Ginásio Mineiro (hoje Colégio Estadual). Seguiu depois para o Rio de Janeiro onde cursou o secundário no colégio Abílio. Iniciou o curso superior na Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro, transferindo-se depois para a de Belo Horizonte em 1913, onde se formou em dezembro de 1917.
Tornou-se professor de História Universal num colégio estadual de Minas Gerais e crítico de artes plásticas no Diário de Minas, onde trabalhou com os poetas
Carlos Drummond de Andrade e João Alphonsus de Guimaraens. Foi promotor público, primeiro em Minas Gerais e em seguida no Rio de Janeiro, na época capital do país (1924).
Por não sentir vocação para a carreira jurídica, deixou a promotoria para ser professor de literatura do Colégio Pedro II, exercendo o magistério paralelamente a um cargo burocrático no Ministério da Justiça, do qual se demitiu durante os movimentos que precederam a Revolução de 1930, ingressando definitivamente nas artes.
2. Aníbal Machado — Ideias e criações de um intelectual
No início dos anos 1920, participou da novela coletiva "O capote do guarda", publicado no antigo jornal Estado de Minas, dirigido por Mário Brant.
Ligou-se aos modernistas, com assídua colaboração nos periódicos:
"Revista de Antropofagia", "Estética",
"Revista Acadêmica" e "Boletim de Ariel".
Foi presidente da Associação Brasileira de Escritores. Organizou, com Sérgio Milliet, o 1º Congresso Brasileiro de Escritores (1945) com a finalidade de defender a liberdade democrática, precipitando o fim da ditadura de Getúlio Vargas.
Embora ativo no meio literário, seu primeiro livro (um ensaio sobre cinema)
só foi publicado em 1941. Na ficção, estreou com "Vida Feliz" (1944), na poesia com "Poemas em prosa" (1950), depois "Histórias reunidas" (1955), "Cadernos de João" (1957) e, postumamente, "João Ternura" (1965).
Destacou-se no panorama literário com contos antológicos, e na década de 1960, os contos "A morte da porta estandarte", "Tati, a garota", "O iniciado
do vento" ("O Menino e o Vento", 1967) e "Viagem aos seios de Duília" ganharam versões para o cinema, com colaboração
do próprio Aníbal nos roteiros.
Ligado aos palcos, ajudou a fundar vários grupos teatrais, tais como: Os Comediantes, o Teatro Experimental do Negro, o Tablado e o Teatro Popular Brasileiro. Traduziu peças de Anton Checov e Franz Kafka. Escreveu a peça "O Piano" (adaptada da novela homônima) que recebeu o Prêmio Cláudio de Sousa da Academia Brasileira de Letras e recebeu condecoração pela Legião de Honra.
Aníbal faleceu em 20 de janeiro de 1964 na cidade do Rio de Janeiro, deixando seis filhas; entre elas, a escritora e teatróloga Maria Clara Machado, cultuadora e guardiã de sua obra.
Em 1991 o autor Manoel Carlos
adaptou vários contos de sua obra na telenovela "Felicidade" (Rede Globo, 1991).
3. A poesia de Aníbal Machado:
POEMA
Tua voz ainda está descendo por estes rios.
Em todas as árvores
Só se conta a tua história
As sombras imitam forma de teu vulto
Os reflexos do sol te repetem.
Há tanta coisa em ti
Nas coisas que olhaste
Que se te quer encontrar
Encosto o ouvido ao seio da noite
Mergulho nas águas.
Rolo-me na terra
E te sinto folhagem
Te respiro no vento.
Tudo o que em tua pele tocou
Colo de colina
Chuva que te molhou
Relva em que dormiste
Pedras estrelas lagoas
Tudo com teu olhar me olha agora
Teu rosto enche a paisagem circular
E voltado para cima
Beija no espaço
A rosa dos dias
Depois que anoitece
Lá fora a montanha
Ainda é teu corpo branco
Que se despe.
• Aníbal Machado, In "ANTOLOGIA DOS POETAS BRASILEIROS BISSEXTOS CONTEMPORÂNEOS". Organização: MANUEL BANDEIRA; Rio de Janeiro, RJ: Livraria Editora Zélio Valverde, 1946.
4. Cabeçalho obrigatório
13ª DINÂMICA ACADÊMICA AVALB —
Aníbal Machado
Tema: "A beleza da lua" (baseado na obra "POEMA").
Acadêmico (a):
PAT.:
Cadeira:
Título:
Data: /12/2024
I - Obras Acadêmicas apresentadas.
As poesias publicadas nos dias da dinâmica foram postadas na página da AVALB no Facebook na semana seguinte, seguem abaixo descritas.
1ª participação:
• Acad.: Poesia Maria
• PAT.: Cecília Meireles • Cad.: 1
• Título: Lua Cheia
• Data da participação: 08/12/2024.
• Data da publicação: 10/12, terça-feira.
Lua Cheia - Poesia Maria
Fundo aveludado, divinal
entre nuvens entreabrindo
como estréia celestial
um círculo vai surgindo...
A lua cheia é quase teatral
cercada por sua corte estelar
majestosa dama imperial
hipnotiza a visão, faz sonhar...
Musa de versos e canções,
ela brinca de esconde-esconde
entre sombras, mas não responde;
apenas incita, insensatos corações!...
Fonte idílica no firmamento
dama de prata, deslizante realeza
sobre o mar é perfeita beleza
exibindo seu total encantamento!
2ª participação:
• Acad.: Vainer Cosme Augusto de Oliveira
• PAT.: Cora Coralina • Cad.: 7
• Título: Poetizar
• Data da participação: 08/12/2024.
• Data da publicação: 11/12, quarta-feira
POETIZAR - Vainer Oliveira
No colo da lua prateada,
Venho em versos amorosos,
Retratar e revelar uma história encantada,
De sentimentos e desejos fervorosos.
Eu, você e a lua dos namorados
Vivemos diariamente uma relação indissoluta.
Só você é Magnânima e a
Absoluta,
Ao se abrir em sorrisos escancarados.
No colo da lua o amor é conquista,
O soltar de novo o desejo que arde.
Poetizar no colo da lua se tem a vista,
De um pôr-do-sol de fim de tarde,
Em que a beleza da lua é uma verdade,
Tão crua, quanto uma pedra de ametista.
Direitos Autorais Reservados Ao Autor Vainer Oliveira RT-138.541.954.
3ª participação:
• Acad.: Tania Miranda
• PAT.: Lygia Fagundes Teles • Cad.: 17
• Título: A beleza da Lua
• Data da participação: 08/12/2024.
• Data da publicação: 12/12, quinta-feira
A BELEZA DA LUA - Tania Miranda
Que mistérios esconde teu sorriso
Que segredos não queres repartir?
Olha o horizonte, o Sol está por vir
Escondes de minh'alma o que preciso...
Tudo encantas com teu jeito brejeiro
Sombras dão um ar tão belo ao mundo
Tudo vejo e me perco por um segundo
Pois me vem a mente meu amor primeiro
Tu és bela, como outra não há igual
Não sei o que sinto por ti, afinal
Mas de corpo e alma sou apenas tua
A noite não tem neste mundo rival
A beleza que emanas não tem igual
Me encanta tua beleza, querida Lua...
4ª participação:
• Acad.: Nazareth Ferrari
• PAT.: Mário de Andrade • Cad.: 15
• Título: Eu e Lua
• Data da participação: 08/12/2024.
• Data da publicação: 13/12, sexta-feira
EU E LUA
Olho a lua perdida na imensidão
Iluminando timidamente as ruas
Com seu sublime e glorioso clarão
Ouvindo os segredos das alma nuas.
Com tua luz sublime e prateada
Convidando o poema a viajar
Sonhar com sua doce amada
Se amando sobre a luz do luar.
Fico a admira incansavelmente
Tão perdida na imensidão
Falo com ela e desabafo sempre
Conto-lhe também de minha solidão.
E passamos a noite a conversar
Sobre as tristezas e agruras desta vida
Ela parece querer me abraçar
E curas todas as minhas feridas.
Nazareth Ferrari
5ª participação:
• Acad.: Danielli Okamura Rodrigues
• PAT.: Paulo Leminski • Cad.: 11
• Título: Minha lua
• Data da participação: 08/12/2024.
• Data da publicação: 14/11, sábado
Minha lua - Danielli Okamura Rodrigues
A lua da minh' alma clama e acalma
Reluz ternura de paz detrás da aurora
Nobre paixão tormenta e conduz agora
Ama e queima como o fogo em chama.
O luar reluzente corta, ofusca e derrama
Despede da angústia e do ódio outrora
Hipnotiza a fúria e peleja beijo de melhora
A dor jaz em saudade de repente transforma.
Desejo impetuoso e fugaz da noite exala
Ó lua branca imaculada, trépida e inefável
Bênção da mãe natureza chega e estala.
Doce loucura reluz do amor inacessível
Apalpa e aconchega para contemplá-la
Espelho refletido incerto e inalcançável.
• Acad.: Edu Viola
• PAT.: Arnaldo Jabor • Cad.: 2
• Título: Lua
• Data da participação: 08/12/2024.
• Data da publicação: 15/12, Domingo
Lua
Lua que me fascina
E me faz sonhar
Que do céu tudo ilumina
Me dando vontade de cantar!
Que mostra a minha menina
Chegando para me encontrar
Naquela rua, na esquina
Parabéns a lua espiar!
Lua com céu estrelado na mata
É uma coisa que mexe meu coração
Dando vontade de fazer serenata
Cantando e tocando violão!
Edu Viola
7ª participação:
13ª DINÂMICA ACADÊMICA AVALB —
Aníbal Machado. Tema: "A beleza da lua" (baseado na obra "POEMA").
• Acad.: BigaM
• PAT.: Noémia de Sousa • Cad.: 6
• Título: O encanto da lua
• Data da participação: 09/12/2024.
• Data da publicação: 16/11, segunda-feira.
"O encanto da lua"
A milhares de quilómetros, vejo teu brilhar
Uma beleza que as escuras acendem
Desejos loucos a minha mente projeta
A milhares de quilómetros, vejo teu solar
Que nas noturnas brilhantes me faz andar
Me aventuro, nas frias da tua clareza sorrir
Cantar perdidamente em sua magia.
Tua beleza noturna, cativou os olhares
Razão está, que em tua clareza alegra-nos
E aos ritmos das fogueiras dançamos
Quão bela está noturna brilhante lua
Nas imaginárias verdades sonhamos,
E felizes neste noturno sol permanecemos.
BigaM, 08/12/24
II- Certificados.
Por ordem de cadeira:


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