Neste ato, realizado no dia 27 de outubro de 2024, a partir das 14h na página da A.V.A.L.B. — Academia Virtual de Autores Literários do Brasil sitiada no Facebook, através de sua representante/Fundadora Valéria L., damos posse à poetisa, escritora e ilustradora BELLA OLIVEIRA, como ACADÊMICA EFETIVA, ocupando a Cadeira n° 13, tendo por patrono o poeta OSWALD DE ANDRADE.
Em sequência, apresentamos:
1- Biografia da Acadêmica;
1.1- Poesias da Acadêmica;
2- Panegírico do Patrono — Oswald de Andrade;
2.1- Poesias do Patrono.
1- Biografia da Acadêmica
Bella Oliveira é o nome artístico da talentosa atriz, poetisa e romancista Gabriela Ferreira de Oliveira, nascida aos 14 de maio de 1989 na cidade de São Paulo.
Atualmente residindo em Jacareí, Bella cresceu em São Paulo, em uma família voltada para a cultura onde aprendeu a valorizar seus ancestrais. Descendente de Barbara Pereira de Alencar (avó de José de Alencar) e do escritor Paulo Coelho (que consta em sua genealogia), inspirou-se naturalmente no caminho das letras.
Tem como escritores favoritos, José de Alencar, Machado de Assis e Oswald de Andrade.
Apaixonada por criar contos e romances,
iniciou sua trajetória literária em 2006. Na poesia romântica encontrou um ambiente propício para o desenvolvimento de sua criatividade. Publicou 12 obras entre livros e como participante de antologias. Algumas de suas obras, são:
• Uma História de Amor, Antologia, Editora INDE, ano 2023
• Forças Ocultas, Antologia, Editora Conto Livres, ano 2024
• Uivos do Inverno, Antologia, Editora Contos Livres, ano 2024
• Colectanea ALB SP Imortais, Amigos e Convidados, Editora Scortecci Editora, ano 2023
• Antologia Passarela Literária Vol IV, Editora Clube de Autores, ano 2023
• A Poesia pode ser livre Volume 3, Editora Contos Livres, ano 2024
• Poesia Faz Pensar, Editora Livre Ŕápido, ano 2024
Integra como membro, duas academias. É acadêmica imortal na ALBSP (Academia de Letras do Brasil Sucursal São Paulo) e, também, imortal na AMCL (Academia Mundial de Cultura e Literatura).
Após ingressar na carreira artística há quase dez anos, tendo formação de nível superior nessa área, vem atuando sistematicamente no teatro, cinema e nas áreas correlatas de audiovisual e produção.
Em seu currículo cinematográfico, consta a obra "Lobos e Cordeiros", dirigida por Daniel Skrip e, em fase de montagem, o documentário "Travesqueen - A cultura do Ballroom no Vale do Paraíba", dirigido por Morgana Loren e Danilo Morales.
1.1- Poesias da Acadêmica
A vida é uma cilada
Fiquei irada, agitada
e irritada
pois o amor é uma cilada
Tudo o que desejo apresentar é algo profundo e verdadeiro
É, de fato uma verdadeira cilada!
Meu coração se debate de paixão
Mas a realidade me traz desilusão
É difícil manter a calma
Quando o amor se transforma em drama
Mas ainda assim sigo em frente
Com a esperança de um final diferente
Sem ciladas, sem mentiras
Apenas amor verdadeiro que nos inspira.
Gabriella Oliveira [2024] _ Todos os direitos autorais reservados.
2- Panegírico do Patrono — Oswald de Andrade;
José Oswald de Sousa Andrade nasceu em São Paulo, no dia 11 de janeiro de 1890. De família abastada, filho único de José Oswald Nogueira de Andrade e Inês Henriqueta Inglês de Souza Andrade fez seus primeiros estudos no Ginásio de São Bento, onde ouviu de um professor que ia ser escritor. Passou a comprar livros e a escrever.
Em 1911 iniciou sua vida literária no jornal semanal “O Pirralho”, que fundou e dirigiu junto com Alcântara Machado e Juó Bananère.
No ano de 1912 faz sua viagem inaugural pela Europa, continente que visitaria várias vezes e durante sua vida. A estada em Paris, além das ideias futuristas, deu-lhe uma companheira, Kamiá, mãe de seu primeiro filho nascido em 1914. Mas Kamiá não foi a única, pois ele era um grande aventureiro de relações românticas atribuladas.
Em 1917, em sua coluna no Jornal do Comércio, defende Anita Malfatti das críticas de Monteiro Lobato.
Além de ser advogado formado em pela faculdade de Direito no Largo São Francisco em 1919, Oswald foi Foi jornalista, poeta, escritor, ensaísta e dramaturgo reconhecido. Sua obra apresenta de maneira geral, um nacionalismo que busca as origens, sem perder a visão crítica da realidade brasileira. Defendia a valorização de nossas origens, de nosso passado histórico-cultural de forma crítica, parodiando, ironizando e atualizando nossa história de colonização.
Foi uma das personalidades destacadas durante a Semana de Arte Moderna de 1922; fundou, com Tarsila do Amaral, o "Movimento Antropófago"; sendo uma das personalidades mais polêmicas do Modernismo.
Sua grande contribuição para o teatro nacional só ocorreu na década de 30, com o lançamento de três importantes textos dramáticos: "O Homem e o Cavalo" (1934), "O Rei da Vela" (1937) e "A Morta" (1937).
Através de romances, poemas, manifestos, artigos, ensaios, conferências e obras filosóficas, revolucionou não só a arte, mas também os costumes, as instituições e a vida social como um todo.
Faleceu em 22 de abril de 1954, na cidade de São Paulo onde residiu por toda a vida, aos 64 anos, deixando por legado as obras:
• Os Condenados, romance, 1922
• Memórias Sentimentais de João
• Miramar, romance, 1924
• Manifesto Pau-Brasil, 1925
• Pau-Brasil, poesias, 1925
• Estrela de Absinto, romance, 1927
• Primeiro Caderno de Poesia do Aluno
• Oswald de Andrade, 1927
• Manifesto Antropófago, 1928
• Serafim Pontes Grande, romance, 1933
• O Homem e o Cavalo, teatro, 1934
• O Rei da Vela, teatro, 1937
• A Morta, teatro, 1937
• Marco Zero I - A Revolução Melancólica, romance, 1943
• A Arcádia e a Inconfidência, ensaio, 1945
• Ponta de Lança, ensaio, 1945
• Marco Zero II - Chão, romance, 1946
• A Crise da Filosofia Messiânica, 1946
• O Rei Floquinhos, teatro, 1953
• Um Homem Sem Profissão, memórias, 1954
• A Marcha das Utopias, manifesto
• Poesias Reunidas, (edição póstuma)
• Telefonemas, crônicas, (edição póstuma)
2.1- Poesia do Patrono
A descoberta
Seguimos nosso caminho por este mar de longo
Até a oitava da Páscoa
Topamos aves
E houvemos vista de terra
os selvagens
Mostraram-lhes uma galinha
Quase haviam medo dela
E não queriam por a mão
E depois a tomaram como espantados
primeiro chá
Depois de dançarem
Diogo Dias
Fez o salto real
as meninas da gare
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha.
- Oswald de Andrade -
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