11ª DINÂMICA ACADÊMICA AVALB — Nísia Floresta, uma pioneira potiguar
Tema: "A força das palavras femininas"
Dias 5 e 6 de outubro de 2024.
• Poesias de todos os estilos • Dias 05 e 06/10/2024 • Início: 00:05 do dia 5
• Término: 21h do dia 6 (Horário de Brasília)
1. Regras Gerais:
— Homenagem à escritora e educadora, Nísia Floresta (Dionísia Gonçalves Pinto), nascida na cidade de Papari (atual Nísia Floresta), Rio Grande do Norte, em 12 de outubro de 1810.
— Prazo para postagens: Iniciando às 00:05 do dia 5 até 21h do dia 6— horário de Brasília
— Objetivo: tendo por foco a escrita da mulher (em prosa ou poesia) poetize sobre sua importância no passado e no presente.
— Poesias de todos os estilos
— Limite de versos: 14.
2. Minibiografia de Nísia Floresta:
• Nísia Floresta Brasileira Augusta, era o pseudônimo de Dionísia Gonçalves Pinto, nascida aos 12 de outubro de 1810, em Papari, no Rio Grande do Norte. Ao longo da vida, a educadora, escritora e poetisa residiu em diferentes estados brasileiros e, também, na Europa.
Seu primeiro livro escrito em 1822 foi "Direitos das mulheres e injustiça dos homens". Ela escreveria outras 14 obras até falecer em 1885. O teor de suas obras abrangia os direitos das mulheres (incluindo igualdade, trabalho e o sufrágio), dos povos indígenas e das pessoas escravizadas.
• Em 15 de março de 1827, Dom Pedro I assinou a primeira legislação no Brasil relativa ao acesso de mulheres exclusivamente à escola elementar, onde deveriam aprender a ler, escrever, bordar, costurar, com especial dedicação ao estudo religioso e de boas maneiras.
Dizia o texto legal: "... adornem-lhe a inteligência de úteis conhecimentos, e a mulher será não somente o que ela deve ser — o modelo de família — mas ainda saberá conservar dignidade".
• Nísia residiu na capital do império, onde criou a primeira escola para meninas com ensino científico, no ano de 1838. Tal iniciativa deu-se por influência de Augusto Comte, filósofo com quem conviveu durante suas viagens à Europa.
Chamava-se "Colégio Augusto", e era sediado na Rua Direita nº 163, no Centro do Rio de Janeiro. Neste educandário, lecionava-se: gramática, escrita e leitura do português, francês e italiano, ciências naturais e sociais,
matemática, música e dança. No seu entender, as mulheres eram importantes figuras sociais, dotadas de uma identidade fundamental para o crescimento das sociedades, e precisavam ser instruídas como os meninos.
Nesse pensamento ela foi a primeira educadora a defender o direito à educação científica para meninas durante o Brasil imperial.
Entretanto, o jornal "O Mercantil" publicou uma dura crítica a pedagogia por ela desenvolvida. Na matéria publicada em 2 de janeiro de 1847, lê-se: "… trabalhos de língua não faltaram; os de agulha ficaram no escuro. Os maridos precisam de mulher que trabalhe mais e fale menos". Este era o pensamento dominante na época.
• Nísia foi uma incansável ativista nas campanhas abolicionista e republicana, e é considerada a primeira feminista
brasileira.
• A cidade de Papari no Rio Grande do Norte, teve o nome modificado para Nísia Floresta em homenagem à sua filha mais ilustre. Data de fundação do Município Nísia Floresta: 18 de fevereiro de 1852.



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