29 dezembro 2025

2° Evento do mês de dezembro. Evento AVALB — Salve Rio Branco e Alessandro Borges • Tema: O poeta e sua cidade (28/12)

 

Evento AVALB — Salve Rio Branco e Alessandro Borges
• Tema: O poeta e sua cidade

• Obras em poesia ou prosa poética
• Todos os gêneros e estilos, incluindo minimalistas
• 28/12, duplo aniversário, onde a cidade de Rio Branco, no Acre, completa 143 anos de fundação e seu poeta Alessandro Borges, 48 anos de vida
• Siga o tema voltado para as belezas naturais, história, poesia e cultura da cidade de Rio Branco e seu poeta
• Leia as regras e itens
• Utilize o cabeçalho • Publique somente no dia e dentro do horário
• Data: 28/12/2025 de 00:05' até 21h (horário de Brasília–BR)


Regras:

• Obras em poesia (incluindo minimalistas) ou prosa poética
• Nome do evento: Salve Rio Branco e Alessandro Borges
• Tema do evento: O poeta e sua cidade
• Siga o tema voltado para a comemoração dos 143 anos da cidade, através de suas belezas naturais e história, e pelas atividades culturais principalmente de leitura e poesia desenvolvidas pelo poeta Alessandro Borges
• Leia as regras e itens
• Utilize o cabeçalho
• Publique somente no dia e no horário do evento.

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1. A cidade de Rio Branco

A capital do estado do Acre surgiu a partir do seringal fundado em 28 de dezembro de 1882, pelo cearense Neutel Maia, que  segundo a tradição, em fins daquele ano, chegou na região do Acre acompanhado de sua família e trabalhadores, determinado a fundar seu primeiro seringal. À margem direita do rio Acre, ele viu uma frondosa gameleira, e a árvore despertou a atenção dos que subiam o rio. Ele então  decidiu aportar e abrir o seringal perto dela. As terras antes ocupadas pelas tribos indígenas Aquiris, Canamaris e Maneteris, para abrigar a construção de barracões. Em seguida, Maia abriu um outro seringal, na margem esquerda do rio Acre (onde atualmente está instalado o Palácio do Governo do Acre) com o nome de Seringal Empreza.
             Essa exploração deu início a um período historicamente denominado como "Ciclo da Borracha". Nesta época sucedeu uma grande miscigenação da população, com a união entre brancos nordestinos de ascendência portuguesa, afro-brasileiros, índios (especialmente os da etnia Culinas) e imigrantes estrangeiros vindos da Espanha, Portugal, Líbano, Itália e Turquia.
              Assim nasceu Rio Branco, capital do estado do Acre, que é o 7° município mais populoso da região Norte, o 5° município do estado em tamanho territorial (8.834,942 km²), a 62ª maior cidade do país e 4ª capital mais antiga da Região Norte do Brasil, depois de Belém, Manaus e Macapá.
            Atualmente a gameleira continua no mesmo lugar, observando o crescimento da cidade.


Fontes:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Branco
https://jorgeviana.com.br/palacio-rio-branco/


2. Alessandro Borges

Alessandro Borges de Moura, pode ser definido pelos epítetos "o poeta da Baixada do Sol" ou "Poeta da Baixada". Ele nasceu em 1977, no mesmo dia e mês em que sua cidade foi fundada. Veio ao mundo no bairro João Eduardo que integra o complexo da "Baixada do Sol", uma área que cresceu culturalmente  com projetos e proliferação de oficinas. Ele trabalha há mais de 12 anos em um projeto social de incentivo a leitura para crianças e adolescentes com o objetivo de incentivar a produção textual.
         O poeta é um ativista cultural, poeta, escritor, pesquisador, marido e pai de cinco filhos, sendo um amante da literatura, sempre lhe dedicando seus tempos livres. Trabalhou como vendedor e locutor na juventude, o que lhe permitiu  custear os estudos superiores em teologia  (na Faculdade de Teologia de Boa Vista em Roraima) e depois, em psicologia (pela UNIP).         
          O primeiro reconhecimento veio pelo  Diploma de honra ao Mérito, Certificado de qualidade Literária e Certificado de Destaque Literário, expedidos pela Câmara Brasileira de jovens escritores do Rio de Janeiro.

Quanto à sua propria produção, ela já é manifestamente reconhecida pela crítica, através de seus seis livros publicados. Ele também possui textos premiados e reconhecidos no Brasil e no exterior.
           É membro do Círculo de Escritores da Espanha (membro correspondente) desde o ano de 2014, e também, da Academia Rotary de Letras, Artes e Cultura – Taubaté, São Paulo.
           Recebeu título pelo Instituto Educando para a Paz, e entre outros, o de Doutor Honoris Causa pelo Reino de Kutai Mulawarman – Indonésia.

Recentemente, Alessandro Borges foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural Acreano, em reconhecimento aos seus vinte anos de carreira literária e à sua atuação na educação e na cultura do estado. O anúncio foi feito pelo Conselho Cultural do Acre, que entregou a honraria em cerimônia oficial no Museu Povos Acreanos, no dia 10 de setembro de 2025, que reuniu artistas, autoridades e educadores do Acre.
          A homenagem celebrou não apenas a produção poética de Borges, mas também seu compromisso com a cultura popular, a identidade periférica e a inclusão de pessoas com deficiência. Ele se destaca por unir sensibilidade estética e engajamento social, tornando-se uma das vozes mais autênticas da literatura contemporânea acreana.

Fontes:
https://ac24horas.com/2022/07/23/alessandro-borges-poeta-da-baixada-lanca-mais-um-livro-na-noite-deste-sabado-na-biblioteca/
https://poesiafaclube.com/membros/alessandro-moura
https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/com-livro-minha-cidade-em-versos-escritor-homenageia-pontos-historicos-de-rio-branco.ghtml
https://acrenews.com.br/com-a-morte-rondando-escritor-relembra-poema-efemero-viver/
https://acrenews.com.br/poeta-alessandro-borges-sera-homenageado-com-a-ordem-do-merito-cultural-acreano/


2.1. Para inspirar:

Poema "Efêmero viver" declamado pelo  autor em 26 de abril de 2023, no lançamento de seu livro "Poesias de um surdo".

EFÊMERO VIVER

Por Alessandro Borges

Efêmera é a vida que passa,
como nos prados, a flor que desfalece.
São mortais as mãos que lhe abraçam.
Vez por outra, seu encanto desvanece.

Esvai-se como brisa de suave momento,
perdendo beleza e esplendor de donzela.
Estúpido e sem graça é o tempo…
Que lhe suga o riso, vigor e primavera.

Feliz é o coração que sabe amar;
viver simplesmente de forma intensa,
como jardim, todos os dias florescerá…
Não haverá quem ofusque sublime veemência.

Por desertos, sóis, e noites escuras…
A breve vida de repente vai passando,
desfazendo-se em minúsculas gotas de chuva.
Feliz são aqueles que permanecem amando!


3. Cabeçalho obrigatório:

Evento AVALB — Salve Rio Branco e Alessandro Borges
• Tema: O poeta e sua cidade
Autor (a): 
Título:
País:
Data: 28/12/2025


Sejam bem vindos!


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✵𝔓𝔬𝔢𝔰𝔦𝔞 𝔇𝔬 𝔐𝔲𝔯𝔞𝔩 𝔇𝔢 𝔄𝔟𝔢𝔯𝔱𝔲𝔯𝔞✵
⭒𝔄𝔲𝔱𝔬𝔯𝔦𝔞 𝔡𝔞 𝔭𝔬𝔢𝔱𝔦𝔰𝔞 𝔙𝔞𝔩𝔢𝔯𝔦𝔞 𝔏.⭒
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Evento AVALB — Salve Rio Branco e Alessandro Borges
• Tema: O poeta e sua cidade
Autora:  Valéria L.
Título: Unidos em Sentimento Franco
País: Brasil
Data: 28/12/2025


Unidos em Sentimento Franco

Sob galhos seculares e fortes
na sombra dessa gameleira...
Nesse rio que me olha da beira
marcando vidas e variadas sortes...

Esse rio deu berço e nome
fez uma cidade linda nascer
pelo esforço e fé, pode crescer
dando fortuna e matando a fome...

Neste céu de intensa luminosidade
estão unidos em sentimento franco
Alessandro Borges e Rio Branco 
prosperando o poeta e sua cidade!

Sopra o vento da memória
dos destinos de homens valentes
de tempos passados e presentes
mantendo viva a sua história!

Valéria L.

©; Valéria L.; "Unidos em Sentimento Franco"; RJ-BR-27 de dezembro de 2025.



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▫ ℂ𝕠𝕞𝕦𝕟𝕚𝕔𝕒𝕕𝕠 ▫
A A.V.A.L.B. por sua fundadora, vem informar que o Evento AVALB — Salve Rio Branco e Alessandro Borges • Tema: O poeta e sua cidade, registrado no Facebook (events/s/evento-avalb-salve-rio-branco-/) sob o n° 25867525496218919 e realizado aos 28 de dezembro do corrente ano, resultou na relação dos autores abaixo certificados por ordem alfabética, no rol das seguintes categorias:
1. Poesia do Mural de Abertura;
2. Membros da Cúpula da AVALB;
3. Acadêmicos da AVALB;
4. Poetas e Poetisas do Grupo Amigos da AVALB e Convidados;
5. Agradecimentos Especiais - Moderadores e Colaboradores.

Os certificados emitidos não utilizam recursos de IA, e são revestidos das características legais (número de registro do site que abrigou o evento e assinatura do emitente) o que permite sua utilização em portfólios e prováveis reclamações contra terceiros referentes a titularidade dos direitos autorais da obra.

Nossos eventos têm caráter didático, por essa razão, as regras são essenciais e publicadas para serem lidas e seguidas.

Agradecemos a participação de nossos ilustres Acadêmicos, com obras que qualificam genuína distinção, e aos Membros da Moderação, emitimos o certificado "Specialis gratiae", por sua dedicação, acolhimento e esclarecimentos aos  participantes.

Parabenizamos todos poetas que obtiveram certificação adotando as regras divulgadas homenageando a academia, poetas ou expondo obras no seu estilo poético. Agradecemos especialmente, os participantes provenientes da Itália, Moçambique, Paraguai e Portugal, que abordaram o tema adequadamente com suas obras inspiradas e possibilitaram o êxito desse último evento do ano de 2025.

A Academia Virtual de Autores Literários do Brasil, por seus Sócios-fundadores, CEO e colaboradores administrativos, deseja a todos um Feliz Ano Novo!

Atenciosamente, 
Valéria L.

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27 dezembro 2025

Posse acadêmica: Lugraguer / Patrono: Machado de Assis


Neste ato, realizado no dia 27 de dezembro de 2025, a partir das 14h na página da da AVALB — Academia Virtual de Autores Literários do Brasil sitiada no Facebook, através de sua representante/Fundadora Valéria L., dá-se posse ao  poeta LUGRAGUER, como ACADÊMICO EFETIVO, ocupando a Cadeira n° 14, tendo por patrono o escritor e poeta MACHADO DE ASSIS. 

Em sequência, apresentamos: 
1- Biografia do Acadêmico;
1.1- Poesia do Acadêmico;
2- Panegírico do Patrono — Machado de Assis;
2.1- Poesia do Patrono.



1- Biografia do Acadêmico

Lugraguer é o pseudônimo literário adotado por Luciano Graciano Guedes, que  nasceu no dia 2 de julho de 1963 no Rio de Janeiro. Carioca da Freguesia, ele cresceu como os meninos de sua época, mas aos seis anos, foi surpreendido com a separação de seus pais. A vida mudou e ele foi residir com  seu tio Felix, que se encarregou de criá-lo até que sua mãe se firmasse financeiramente no pós-separação, e enfim pudesse voltar a lhe oferecer um lar, o que ocorreu dois anos depois. Sua formação educacional se deu em colégios públicos e particulares, como aluno bolsista. Seu primeiro poema foi escrito em 1979 durante a sexta série e em sala de aula. Desde então não parou mais de escrever. Aos dezoito anos, prestou serviço militar, ingressando nas forças armadas por cinco anos. Casou-se em com Ermita da Costa Guedes, e o casal tem uma união de quarenta anos e três filhos bem criados. A educação sempre foi uma área importante para Luciano, que após completar quarenta anos, formou-se  Bacharel de Letras - português 2 sendo  Pós graduado em Metodologias de História e Geografia e Letras - português literatura, além de ter participado de vários cursos de  aperfeiçoamento. Embora nunca tenha parado de escrever, foi com a aposentadoria que resolveu intensificar a criação de poemas, ingressando em grupos de poesia e publicando o seu  primeiro livro impresso, intitulado  "Pensando e ser poeta" no ano de 2022, tendo por autor, seu pseudônimo, Lugraguer.



1.1- Poesia do Acadêmico

Grande Amor

Foi no seu beijo
Que me perdi,
Nesse seus lábios,
Muitos beijos dei,
Em sua língua
Me enrolei,
Em sua saliva
Me engasguei.

Em seu corpo 
Me aqueceu
Do frio que
Me deixou
Aquecido fiquei,
Que não te larguei.

Em seus cabelos
Longos me enrolei,
Pro banho você foi,
Com a toalha,
O seu corpo enxuguei.

Em seus olhos
Me fixei,
No momento de alegria,
Que você me deu.

No jardim te encontrei,
Uma bela rosa te dei,
Com o lindo sol a brilhar,
Foi logo no amanhecer.

Na bela tarde te encontrei,
Num grande lago te abracei,
O sol se despedindo no entardecer, logo, logo
A lua apareceu.

Lugraguer 



2- Panegírico do Patrono — Machado de Assis

Machado de Assis (Joaquim Maria Machado de Assis) nasceu em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro, e faleceu em 29 de setembro de 1908. É considerado um dos maiores nomes da literatura brasileira e fundador da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº 23.

        Filho de um pintor de paredes e uma lavadeira, teve origem humilde e enfrentou dificuldades como o preconceito racial e a epilepsia. Autodidata, tornou-se tipógrafo, depois jornalista, crítico literário e escritor.

        Sua obra transita entre o Romantismo e o Realismo, sendo este último onde alcançou maior genialidade, com romances como "Memórias Póstumas de Brás Cubas", "Dom Casmurro" e "Quincas Borba". Estilo irônico, profundo e crítico da sociedade brasileira, fez dele um autor universal.

        Machado de Assis é símbolo da inteligência, superação e sofisticação literária. Sua escrita atemporal continua a influenciar gerações de leitores e escritores no Brasil e no mundo. 

Breve cronologia — Da vida e da obra 

1838— José Francisco de Assis, pardo, e Maria Leopoldina Machado, portuguesa da Ilha São Miguel, se casam aos 19 de agosto. Se tornam agregados da quinta do livramento, pertencente a do Brigadeiro e Senador do Império, Bento Barroso Pereira.
1839— Nasce o futuro escritor e poeta Joaquim Maria Me achado de Assis, no dia 21 de junho, na quinta do livramento, Morro do Livramento, Rio de Janeiro tendo sido batizado na Capela de Senhora do Livramento, Paróquia de Santa Rita, aos 13 de novembro.
        Viveu a infância no Morro do Livramento, pouco se sabendo dela. Cedo perdeu a mãe, e uma irmã. Foi sacristão da Igreja da Lâmpadosa e aprendeu as primeiras letras numa escola de São Cristóvão. A madrasta Maria Inês, lavadeira, mulher de excelente coração, foi o grande arrimo de sua infância, em especial após o falecimento do pai.
1855— Publica, na marmota fluminense , a poesia " Ela" seu primeiro trabalho. A colaboração nesse período entende-se até 1861.
1856— Entra para a imprensa Nacional, como aprendiz de tipográfico, ficando até 1958— Conheceu então, Manoel Antônio de Almeida,que se tornou seu protetor.
1858— Entra pra tipografia e livraria Paula Brito, como revisor e caixeiro. 

        Até sua morte em 21 de junho de 1839, escreveu para jornais, publica livros e foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.


 

2.1- Poesia do Patrono


Poema: A Ventoinha 

A mulher é um cata- vento,
Vai ao vento,
Vai ao vento que soprar,
Como vão também ao vento,
Turbulento,
Turbulento e incerto o mar.

Sopra ao sul, a ventoinha 
Volta asinha,
Volta asinha para o sul,
Vem fatal; a cabecinha,
Volta asinha,
Volta asinha ao meu tufal.

Quem lhe puser confiança,
De esperança,
De esperança mal está,
Nem desta sorte a esperança, 
Confiança,
Confiança nos dará.

Valera o mesmo na areia,
Rija ameia,
Rija ameia construir,
Com areia,
Com a areia a confundir 

Ouço dizer de umas fadas,
Que abraçadas,
Que abraçadas como irmãs,
 ah! Que fadas!
Ah! Que fadas tão vilas.

Pois, como essas das baladas,
Umas fadas,
Umas fadas dentre nós,
Caçam, como bas baladas,
E são fadas,
E são fadas de alma e voz.

E que - como cata-vento,
Vão ao vento,
Vão ao vento que lhes der,
Cedem três coisas ao vento:
Cata- vento,
Cata-vento, água e mulher.

Machado de Assis ( 1863). 



Diploma de Posse


Acadêmico aniversariante do dia 6 de abril: BigaM

Desejamos um feliz aniversário  ao nosso ilustre acadêmico BigaM!